Agências de marketing digital e Freelas devem escolher seus clientes?
Essa semana na agência M2BRNET eu atendi uma ligação muito peculiar. Sem querer ser preconceituoso nem nada, a pessoa que me ligou parecia a LadyKate, do Zorra Total, falando (”to paganuuu!”). Ela queria contar com os serviços da agência para a manutenção do site da empresa e mais uma série de coisas.
Com o passar da ligação, foi ficando cada vez mais dificil de explicar o que eu poderia fazer por ela e fui chegando a conclusão de que ela não estava pronta, na minha humilde opinião, para ter um site ou qualquer outra serviço na Internet. Educadamente disse que eu não poderia prestar serviços naquele momento e desliguei o telefone.
Será que as agências de marketing digital tem o direito de recusar alguns tipos de trabalho?
Por um lado tem o aspecto financeiro, que sempre deve ser levado em conta por qualquer profissional e empresa, mas eu acho que o buraco é muito mais embaixo. Existem alguns projetos que qualquer gestor ou profissinal de atendimento, com o mínimo de experiência, sabe que vai dar errado. Não sei explicar muito bem o que acontece, mas é um frio na barriga quando você lê o briefing ou conversa com o cliente e a certeza interna de que você terá vários fios de cabelo a menos em alguns meses.
Se já tem essa certeza antes de fechar o contrato, por que insistir?
Infelizmente a saúde financeira das agências e das pessoas nem sempre estão em perfeito estado e às são obrigadas a aceitar esse tipo de trabalho para poder pagar as contas. É muito fácil para os outros criticarem certas decisões dos gestores, mas a pressão de ver o mês se aproximando e o caixa vazio é brutal.
Então estou dizendo que vale a pena pegar qualquer trabalho se o momento financeiro for ruim ou a grana for boa, correto?
ERRADO
Eu tenho visto na prática diversas razões pelas quais sou contra pegar esse tipo de trabalho:
1 - Cliente atrai cliente, assim como problema atrai problema. Aceitar projetos do tipo errado pode fazer com que sua agência fique cercada de trabalho assim.
2 - Projetos assim agregam muito pouco para o portfólio.
3 - Eu não que seja ético você cobrar de uma pessoa ou empresa por um trabalho que você sabe que não trará resultados. (todo mundo no mercado já fez isso pelo menos uma vez, mas continuo achando errado).
4 - A relação entre equipe e gestores pode ficar abalada.
5 - Dependendo do tipo de cliente, você pode ganhar um abacaxi que vai perseguir a rotina de produção durante muitos e muitos meses, tornando o projeto um daqueles buracos negros sugadores de dinheiro, tão comuns nas agências.
Por essa e por outras que atualmente procuramos ingressar em projetos que tenham a cara da agência e que tenha como clientes pessoas responsáveis, com um bom plano de negócios e com bom senso!
Alguém está enfretando algo assim? Comentem!
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fevereiro 28th, 2010 em 1:13 pm
Concordo completamento com você, Ricardo
tem projetos que em vez de dar lucro, satisfação e reconhecimento para a agência, dá prejuízo, tempo gasto, desgaste mental, e ainda sua agência fica mal falada.
pois caimos no seguinte dilema o cliente é um zé não entende nada de parafuzeta nenhuma, tu começa atender da a maior atenção tenta de todas as formas ensinar, ajudar , mas nada adianta como esse cliente vai se sentir ? vai achar que o serviço não valeu a pena e vai falar que sua agência não presta.
por mais que você faça para agradar.
gostei do artigo parabéns, apareço mais vezes por aqui para comentar.
abraços
março 1st, 2010 em 12:04 pm
Obrigado Danilo!
Eu concordo com o que você disse 100%. Acho que disso tudo o pior é a propaganda negativa que esse cRiente pode fazer no mercado, por isso o melhor é ficar de fora mesmo
março 1st, 2010 em 3:16 pm
Olá Ricardo,
Eu acho que esse é um tema complicado e cheio de perspectivas diferentes.
A grande maioria dos clientes não tem uma compreensão muito profunda dos procedimentos, ferramentas e estratégias utilizadas por uma agência, logo é “dever” da equipe tentar educar aquela empresa/cliente mostrando o que funciona, o que não funciona.
Por outro lado, esse tipo de “ensinamento” só vai gerar frutos caso o contratante tenha confiança na agência contratada. Mas como estabelecer essa confiança quando o cliente já chega na casa com um projeto destinado ao fracasso?
Adianta mostrar cases? Fazer apresentações mirabolantes? Gastar horas de discurso? Apresentar matérias da Veja sobre a importância daquilo que você quer propor?
As vezes sim, as vezes não.
Então eu não acho que você tenha que escolher “projetos”, mas sim escolher quem você quer ter como cliente - e isso não significa que ele tenha que ter milhões em budget e uma expertise incrível em tudo que é digital, mas significa que ele deve estar pronto para aprender e confiar em você.
Beijos e parabéns pelo blog!
março 1st, 2010 em 8:25 pm
Obrigado Camila!
Sinceramente acho que é bem por ai sim, mas isso também funciona bem na teoria mas e na prática.. Já imaginou gastar horas suas e da equipe desenvolvendo o cliente até que ele perceba o que quer e ai , do nada, ele fecha com o seu concorrente?
Acho que a maior lição que tirei das experiências que passei é exatamente essa.. Vale escolher o cliente pela capacidade e condições de trabalho que ele vai te ofecer e não só pelo budget.
maio 28th, 2010 em 1:24 am
Olá Ricardo!
Na minha opinião, existem uma agência para cada tipo de cliente. Cada agência deve ter seu público alvo muito bem definido para evitar esse tipo de problema.
Concordo com você! Se o público alvo de sua agência não é esse, você não deve atendê-lo, não por preconceito, claro, mas devemos manter o foco, pelo bem da agência.
E outra, esse cliente não vai ficar na mão, existem agências que o tem definido como público alvo.
Parabéns pelo post e boa sorte!