O que uma agência de Marketing Digital espera do colaborador?
Que tal olharmos o famoso problema “Chefe – Subordinado” ou “Empresa – Colaborador” por outro prisma? E se por um minuto pudéssemos retirar o complexo de vítima e mania de perseguição e assumíssemos nossas responsabilidades nos “puxões de orelha” que ganhamos? Será que você está sendo tão generoso com a agência de marketing digital como ela é com você?
IMPORTANTE: Antes que os comentários negativos chovam, em todos os exemplos eu estou considerando as agências que oferecem condições dignas aos colaboradores, não os explorem e não exijam 16 horas de trabalho diárias sem finais de semana.
Eu cansei de ouvir e participar de diversas conversas no “cafezinho” das empresas, o famoso “rádio-corredor”, onde o assunto principal é falar mal do diretor da empresa ou do coordenador. Todos os colaboradores criticam, argumentam e soltam cobras e lagartos sobre os gestores e depois voltam tranquilos para suas mesas.
Eu não sou nenhum santo e no começo da minha carreira cheguei sim a participar e colaborar para esse tipo de atitude. As coisas realmente começaram a mudar para muito melhor na minha vida profissional quando eu passei a reclamar menos e agir mais. É simples: basta colocar em prática metade das boas condutas que qualquer um está cansado de ouvir e ler!
Quando isso acontece em seu cotidiano…
Se um chefe cobra demais de um colaborador ou grupo, geralmente uma das duas coisas está acontecendo:
A – Você não está se empenhando ou produzindo bons resultados e ele tem razão em te cobrar
B – Ele é uma pessoa amargurada, não vai com a sua cara por alguma razão ou então se sente ameaçado pela qualidade do seu trabalho.
Em todos os casos, a melhor resposta que pode ser dada é um aumento de desempenho e resultados. No caso A ele não terá mais o que falar e o problema estará resolvido (e você voltará a ter chances de crescer na empresa). No caso “B” você se “vingará” da melhor maneira possível e certamente será recompensado mais cedo ou mais tarde pelos seus esforços.
Guia do que não fazer
Elaborei um pequeno guia do que não fazer em uma agência de marketing digital (aplicável em uma série de organizações). Sigam se quiserem ser os reis ou rainhas do #mimimi do corredor, ok?
1 – Nunca cumpra o combinado com seu chefe. Se marcar um horário ou de entregar um job, não avise nada até ele perguntar. Faça cara de ofendido quando ele reclamar da sua falta de comprometimento e comece a digitar com raiva, deixando claro que você está reclamando dele para seus coleguinhas no MSN.
2 – Nunca dê qualquer idéia nova para a empresa e limite-se a fazer (de preferência nem isso) o que foi mandado. Rejeite fervorosamente qualquer coisa nova proposta para não ter trabalho de aprender algo novo.
3 – Aproveite qualquer desculpa possível para não trabalhar. Tente posicionar seu monitor para não ficar no campo de visão de nenhum gestor e seja rápido no “alt-tab”.
4 – Fale mal da empresa, colegas e gestores sempre que puder.
5 – Procure outras oportunidades de trabalho ou atenda trabalhos de freelancer em horário de expediente.
6 – Passe boa parte do seu dia navegando nas redes sociais e blogs e dê a desculpa de que está buscando “referências” para o trabalho. Envie piadas e vídeos para todos os seus colegas de trabalho, várias vezes ao dia. Assim você terá assunto para falar no cafezinho e terá colaborado para que eles também sejam cobrados.
7 – Falte sempre que puder e de preferência não avise até o meio do dia. Intercale as faltas com atrasos ou pedidos para sair mais cedo.
8 – Mostre sempre o tédio e o profundo desprazer que é trabalhar. Tenha o hábito de xingar os clientes da agência e sempre colocar todos os trabalhos que você faz para baixo. Diga que qualquer alteração pedida é impossível ou demorará 5 dias inteiros para ser produzida.
9 – Coloque o volume do seu fone de ouvido no máximo objetivando incomodar seu vizinho de mesa e não permitir que você ouça nada no ambiente, interrompendo assim qualquer possibilidade de comunicação ou interação com a equipe.
10 – Sempre que puder, terceirize a culpa. Utilize o famoso fluxograma abaixo como base para seu comportamento:
E vocês, concordam?
Grande abraço!
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